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| Mila Kunis para Campanha Outono 2012 da Dior, por Mario Sorrenti. |
A primeira coisa que ganhamos ao chegar no mundo (além de amor e carinho) é um nome de batismo. Crescemos escrevendo esse nome no topo das provas e respondendo "presente" cada vez que o citam na chamada da escola. Isso QUANDO o citam, porque alguns professores preguiçosos nem se dão ao trabalho de nos chamar pelo nome, já vão logo te jogando um número para chamar de "seu" e esse número vem seguido por muitos outros, no RG, CPF, PIS etc.
Se tivermos sorte (ou azar), alguém pode resolver nos inventar um apelido. Mas a mais pura verdade é que poucos se dão ao trabalho de pensar em algo realmente bacana, que nos dê vontade de assumir para sempre. A maioria dos apelidos faz com que dediquemos a vida inteira para tentar se livrar deles.
Então, só nos resta aceitar a opção que nossos pais escolheram, que nem sempre nos agrada, mas foi o plano, desde sempre.
(Digo isso, sem levar em consideração os nomes bizarros, como homens com nomes de mulheres e mulheres com nomes de homens. Imagino que os donos desses nomes nunca irão aceitar o "plano", mesmo.)
O ponto é quando a criança cresce e invés de seguir uma profissão comum, ela resolve seguir algo alternativo, como artes plásticas, artes cênicas, estilismo, escrita, música ou fotografia.
Eu mesma, nunca me senti realmente atraída por nenhuma profissão tradicional, e sempre tive que pensar sobre a coisa da assinatura.
Na verdade, sempre recebi elogios sobre meu nome, Mychelle Freiesleben Bellomi e sempre procurei levar isso em consideração, apesar de achar complicado demais e nada sonoro. Tentei de cara seguir o rumo da família por parte de mãe, que assina o "Freiesleben" (tenho dois primos jornalistas e um primo músico). Mas meu pai implicou com isso, no começo, porque tinha excluído o "Bellomi". Mas os "Bellomis" nunca pareceram compreender a vida artística, para que eu quisesse assumi-lo. Por outro lado, "Freiesleben" não é um nome muito bonito. Na verdade, me lembra nome de absorvente, pois significa "Vida Livre". Fato é que, mesmo sem ter grandes motivos, não consegui me sentir à vontade com meu nome, em forma de assinatura. Queria algo que tivesse a minha energia.
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